A taxa Selic aumentou: o que isso significa?

Ygor Castro

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Jornalista especializado na cobertura de temas de finanças pessoais, educação financeira e serviços financeiros. Sua atuação editorial é voltada para tornar assuntos complexos — como cálculo de sal...

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05/07/2025

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A cada 45 dias, o noticiário econômico é bombardeado de informações sobre a taxa Selic. Essa é uma informação importante e que afeta diretamente suas finanças.

Atualmente, em virtude do aumento da inflação, o Banco Central fez mais um ajuste para tentar segurar a alta dos preços. Na última decisão, em dezembro de 2021, a taxa foi fixada a 9,25% ao ano. Esse foi o sétimo reajuste consecutivo. 

Mas, por quê?

Que taxa é essa?

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira.

Isso significa que é ela quem estabelece os parâmetros para todas as demais taxas de juros do Brasil, incluindo as cobradas em empréstimos e financiamentos e o rendimento de investimentos. 

O termo Selic é a sigla de Sistema Especial de Liquidação e Custódia, um programa virtual em que instituições financeiras diariamente compram e vendem títulos do Tesouro Nacional.

A taxa Selic, portanto, está relacionada aos juros desses títulos públicos que o governo oferece nesse sistema. 

Quem decide o valor da taxa?

 O órgão responsável por estabelecer a taxa Selic é o Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Os conselheiros se reúnem a cada 45 dias para decidir se a Selic aumenta, diminui ou se mantém estável. 

Para chegar ao índice definido, o Copom se baseia em diversos indicadores financeiros do Brasil, considerando que qualquer alteração na taxa afeta diretamente a economia do país. 

Porque a Selic é importante?

A taxa Selic regula muitos aspectos da economia brasileira. Ela foi criada em 1979, período em que a economia do nosso país enfrentava um cenário de hiperinflação. Já dá para concluir, então, que seu objetivo principal é ser uma ferramenta de controle da inflação. 

Funciona assim:

  • Quando a Selic aumenta, uma das consequências é desacelerar a economia, impedindo a inflação de ficar muito alta;
  • Por outro lado, quando a Selic baixa, o resultado é o estímulo do consumo e o aquecimento da economia, aumentando a inflação quando ela está abaixo da meta. 

Além disso, as mudanças na taxa Selic afetam diretamente a rentabilidade de diversos investimentos. Alguns exemplos são poupança, Tesouro Direto e renda fixa.

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Jornalista especializado na cobertura de temas de finanças pessoais, educação financeira e serviços financeiros. Sua atuação editorial é voltada para tornar assuntos complexos — como cálculo de salário líquido, regras de proporcionalidade aplicadas ao orçamento e planejamento de datas úteis — compreensíveis para leitores de todos os perfis, sem abrir mão da precisão e da responsabilidade informativa. Com uma abordagem orientada ao leitor, produz conteúdos que auxiliam na tomada de decisões cotidianas relacionadas ao dinheiro, ao planejamento pessoal e ao entendimento de produtos e serviços financeiros disponíveis no mercado brasileiro. Seu trabalho é pautado por rigor apuratório, linguagem acessível e compromisso com a qualidade editorial, respeitando as diretrizes de conteúdo YMYL (Your Money or Your Life). Acredita que a educação financeira é um direito de todos e que informação bem contextualizada é o primeiro passo para decisões mais conscientes. Por isso, cada artigo é elaborado com cuidado, baseado em fontes confiáveis e com o objetivo de empoderar o leitor, sem promessas de resultados, sem linguagem apelativa e com total transparência editorial.

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