Dissídio salarial 2022: entenda tudo que você precisa saber

Conheça o cálculo para que você possa ter o reajuste salarial.

Por Igor em 30/09/2023

O dissídio salarial é um termo amplamente discutido no universo corporativo, impactando trabalhadores e empregadores. A partir dele, é calculado o reajuste salarial com base nas correções do salário.

Neste artigo, mostraremos a você o que é dissídio salarial, os diversos tipos existentes, além de como você pode fazer o cálculo do dissídio e, assim, ter a certeza de que está recebendo o valor correto.

Acompanhe até o final e tenha todas as informações sobre dissídio salarial.

O que é dissídio salarial?

Dissídio salarial refere-se a um processo de negociação entre empregadores e empregados para ajustar os salários em função de mudanças econômicas, inflação ou outras variáveis que impactam diretamente o poder de compra. Esse processo é geralmente conduzido por meio de convenções coletivas ou acordos trabalhistas.

Conforme estipulado pelo artigo 611 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é garantido a todo colaborador com carteira assinada o direito ao reajuste salarial anual. Este reajuste, essencial para a manutenção da justiça econômica nas relações de trabalho, requer um entendimento e acordo mútuo entre as empresas e os sindicatos.

Assim, ao buscar este reajuste, as empresas e os sindicatos desempenham um papel crucial na preservação do equilíbrio entre empregadores e colaboradores.

A negociação e o acordo em torno do reajuste salarial anual não apenas refletem a responsabilidade compartilhada na manutenção de relações trabalhistas justas, mas também contribuem para o sustento e bem-estar financeiro dos trabalhadores, promovendo um ambiente laboral mais equitativo e sustentável.

Quais os tipos de dissídio salarial que existem?

Existem diversos tipos de dissídio salarial, cada um com suas características específicas. Veja como funcionam:

  • Dissídio Coletivo: Ocorre quando não há acordo entre sindicatos de trabalhadores e sindicatos patronais. A negociação é levada a um órgão competente, muitas vezes um tribunal trabalhista, que emitirá uma decisão para resolver o impasse.
  • Dissídio Individual: Envolve negociações diretas entre um empregado e seu empregador. Pode envolver discussões informais, mediação ou até mesmo processos judiciais em casos mais complexos.
  • Dissídio Compulsório: Quando um terceiro, como um tribunal trabalhista, intervém obrigatoriamente nas negociações. O órgão interveniente determina as condições do acordo, buscando equilíbrio entre as partes.
  • Dissídio Econômico: Relacionado a ajustes salariais decorrentes de mudanças econômicas, como inflação, crescimento ou recessão. As partes negociam considerando os impactos econômicos no poder de compra dos trabalhadores.
  • Dissídio Jurídico: Envolvendo disputas que têm fundamentos legais, como descumprimento de cláusulas contratuais ou leis trabalhistas. Geralmente segue para tribunais ou órgãos de arbitragem para resolução.

O que é dissídio retroativo?

O dissídio retroativo é um mecanismo fundamental no universo das negociações salariais, sendo caracterizado pelo pagamento retroativo do reajuste salarial referente aos meses transcorridos desde a data-base da ação até o desfecho do dissídio.

Essa prática visa compensar os trabalhadores pelos períodos nos quais o ajuste salarial esteve pendente de definição.

Durante esse processo, realiza-se um minucioso cálculo para determinar o valor proporcional a ser pago, levando em consideração o período de atraso para a conclusão do dissídio. Esse cálculo é essencial para garantir uma compensação justa e proporcional ao tempo em que os trabalhadores aguardaram pela definição de seus salários.

Um exemplo prático ilustra essa dinâmica. Suponha que a data-base da categoria tenha sido estabelecida em 1º de agosto, e o dissídio, por diversos motivos, somente é finalizado em 1º de julho do ano subsequente.

Nessa situação, o empregado beneficiado receberá o retroativo relativo aos seis meses em que seu salário não foi ajustado conforme a data-base. Esse retroativo representa não apenas uma compensação financeira, mas também o reconhecimento da demora no processo de negociação salarial.

É importante destacar que o dissídio retroativo não apenas resguarda os direitos dos trabalhadores, mas também incentiva a eficiência nas negociações salariais.

Empregadores e sindicatos são motivados a buscar resoluções tempestivas, evitando assim o acúmulo de valores retroativos que, por sua vez, podem criar desafios financeiros significativos para as empresas.

O que é salário comercial?

O salário comercial é a remuneração padrão estipulada para diversas categorias profissionais, abrangendo desde vendedores até atendentes de lojas e outros profissionais do setor comercial.

Geralmente, sua fixação é determinada por meio de acordos coletivos, apresentando variações de acordo com a região geográfica e a específica categoria profissional.

Qual o valor do salário comercial em 2022?

O piso salarial do salário comercial apresenta variações conforme o estado, levando em consideração o custo de vida e outros aspectos locais. Confira alguns valores referenciais:

  • São Paulo (SP): R$ 1.801,35;
  • Rio de Janeiro (RJ): R$ 2.003,63;
  • Belo Horizonte (MG): R$ 1.565,14;
  • Porto Alegre (RS): R$ 1.504,05;
  • Salvador (BA): R$ 1.976,23;
  • Fortaleza (CE): R$ 1.228,79;
  • Manaus (AM): R$ 1.212,83;
  • Curitiba (PR): R$ 1.760,11;
  • Brasília (DF): R$ 1.773,36.

Qual o dissídio salarial de 2022?

O dissídio salarial de 2022 foi contemplado para o período de 1º de maio de 2022 até 30 de abril de 2023. Confira quais foram os valores praticados:

Dissídio mercado 2022

O dissídio coletivo do mercado de trabalho em geral foi de 10,18%, em média, para o período de 1º de maio de 2022 a 30 de abril de 2023. Esse percentual foi calculado com base na inflação do período, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Dissídio comércio 2022

O dissídio coletivo do comércio foi de 10,09%, em média, para o período de 1º de maio de 2022 a 30 de abril de 2023. Esse percentual foi calculado da mesma forma que o dissídio mercado.

Dissídio indústria 2022

O dissídio coletivo da indústria foi de 10,11%, em média, para o período de 1º de maio de 2022 a 30 de abril de 2023. Esse percentual também foi calculado com base na inflação do período.

Dissídio comércio 2022

O dissídio coletivo do comércio do Rio de Janeiro foi de 10%, em média, para o período de 1º de maio de 2022 a 30 de abril de 2023. Esse percentual foi calculado da mesma forma que o dissídio comércio nacional.

Quando começa o reajuste salarial?

Os procedimentos que estabelecem os ajustes salariais geralmente têm início no começo do ano. No entanto, é comum que medidas judiciais sejam acionadas quando esse período se estende para além do primeiro semestre.

Os ajustes devem seguir a data-base e o dia estipulado pela Convenção Coletiva de cada categoria. Caso contrário, os funcionários precisam ficar atentos aos prazos e às adaptações de outros benefícios, além do salário.

Vale lembrar que, caso o valor do dissídio não saia no início do ano, a partir da data que o reajuste acontecer é determinado também o valor do dissídio retroativo, ou seja, você recebe a correção dos valores dos meses anteriores.

Quem tem direito ao reajuste a partir do dissídio salarial?

O direito ao reajuste salarial por meio do dissídio salarial é garantido aos trabalhadores que fazem parte de categorias profissionais ou sindicatos que negociam coletivamente com os empregadores:

  • Trabalhadores Sindicados: Geralmente, os acordos salariais são negociados entre sindicatos que representam os trabalhadores e as organizações empregadoras. Se um acordo não puder ser alcançado por meio de negociações diretas, o dissídio coletivo pode ser acionado, levando a questão para a esfera judicial ou de mediação.
  • Data-Base: Muitos acordos coletivos incluem uma data-base, que é o momento em que se espera que as negociações para reajustes salariais ocorram. Se não houver acordo até essa data, pode-se recorrer ao dissídio para resolver as questões pendentes.
  • Categorias Profissionais: Trabalhadores de diferentes setores e categorias profissionais podem ser afetados pelo dissídio salarial. Isso inclui uma ampla variedade de profissões, desde operários da construção civil até profissionais de saúde, dependendo dos acordos coletivos de suas categorias.
  • Acordo Coletivo: Os reajustes salariais decorrentes do dissídio geralmente estão estipulados nos acordos coletivos. Esses acordos podem incluir não apenas aumentos salariais, mas também outros benefícios, condições de trabalho e direitos específicos da categoria.
  • Procedimentos Legais: O processo de dissídio salarial pode variar de país para país e até mesmo dentro de jurisdições específicas. Em muitos casos, os órgãos judiciais ou de mediação são acionados para resolver as disputas quando as partes não conseguem chegar a um acordo.

Como calcular o valor do dissídio salarial?

Calcular o valor do dissídio salarial é simples. Você deve saber qual foi a porcentagem de reajuste, multiplicar pelo seu salário e somar o resultado ao valor que você recebia. Veja o exemplo abaixo:

  • Valor recebido: R$ 1.500,00
  • Dissídio salarial: 10%
  • Valor do reajuste: R$ 150,00 (R$ 1.500,00 x 10%).
  • Total do salário reajustado: R$ 1.650,00 (R$ 1.500,00 + R$ 150,00).

Perguntas frequentes

Qual o valor do dissídio 2022?

O valor do dissídio 2022, que já está em vigor, depende da categoria em que você trabalhe e da localidade onde você atua. Em geral, pode chegar até 11% segundo o Ministério do Trabalho.


Não recebi aumento em 2022, e agora?

Se você não recebeu a correção pelo dissídio salarial de 2022, é importante procurar o empregador e tentar chegar a um acordo. Caso não consiga, é possível acionar judicialmente para que a correção aconteça.


Quando o dissídio 2022 deve ser pago?

O dissídio 2022 já deve ter sido pago. Se você não recebeu, vale procurar o empregador e se informar sobre os motivos. Lembrando que você recebe o dissídio retroativo.


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